O Essencial de Epicuro
- Título:
- The essential Epicurus
- Autor:
- Epicurus
- Ano:
- 1993
- ISBN:
- 9780879758103
- Idioma:
- eng
- Nota:
- 4/5

Epicuro estava certo:
- Os deuses mitológicos eram apenas mitos.
- Não existe destino.
- O universo é composto por átomos e vazio, e, portanto, não há lugar para espíritos desencarnados.
- O prazer é (ou deveria ser) o objetivo principal de nossa vida. Se conseguirmos, a virtude certamente seguirá.
A busca pelo prazer é a base da maior parte do trabalho de Epicuro. Logo, não é difícil perceber que, dependendo de como você o interpreta, você pode tanto amar quanto odiar esse filósofo. A maioria de seus colegas filósofos escolhiam a segunda opção, tanto que quase todas as obras que Epicuro deixou por escrito foram destruídas por sectários medievais. Mas curiosamente, parte da mesma seita ajudou a preservá-las.
Apesar do tom controverso, todos devemos concordar que “buscar prazer” é provavelmente o conselho menos subjetivo sobre como viver uma boa vida. Todo mundo tem pelo menos uma ideia do que cada um realmente deseja, e geralmente isso envolve “se sentir bem”. A natureza desse sentimento e os meios pelos quais você o alcança são outra história. Mas podemos assumir com segurança que os seres humanos são programados para se sentirem bem desde o nascimento. Negar esse fato seria um ato puro de hipocrisia.
Isso significa que devemos deixar de lado nossas obrigações sociais, largar nossos empregos e sair fazendo qualquer coisa? Absolutamente não. Segundo Epicuro, atos inconsequentes de prazer inevitavelmente se voltam contra nós e nos fazem sentir pior do que antes. Cometer atos ilícitos, por exemplo, podem fazer você se sentir culpado. Se for pego, se sentirá mais culpado ainda. De qualquer forma, o puro hedonismo provavelmente fará você sofrer.
O prazer líquido que você obtém agindo de forma inconsequente é negativo. Portanto, a fonte última de prazer, aquela que Epicuro nos instiga a perseguir, é uma forma de prazer de segunda ordem. E a única maneira de alcançá-lo é:
“(…) viver modestamente, obter conhecimento sobre o funcionamento do mundo e limitar os desejos.”
A receita acima é o que é necessário para alcançar um estado de tranquilidade (ataraxia) e liberdade do medo, assim como uma ausência de dor física (aponia). A combinação desses dois estados supostamente constituiria a felicidade em sua forma mais elevada.
Uma vez ouvi que os epicuristas são hedonistas esclarecidos. Agora, acho que essa é provavelmente a representação mais precisa dessa escola filosófica.
tl;dr: Para viver uma vida boa e feliz, foque nas coisas simples, faça amigos e evite escolhas que você sabe que irá se arrepender mais tarde.